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terça-feira, 8 de outubro de 2013

“FAMÍLIA E ESCOLA: EDUCAR PELO EXEMPLO”

09 de Outubro, Sábado, de 2010

APRESENTAÇÃO
É muito antiga a referência do pensamento pedagógico ao papel do exemplo como principal caminho da acção educativa. No “exemplo de vida” vai o testemunho da coerência entre o que se diz e o que se faz, entre o pensamento, as palavras e a acção, entre os valores admitidos e os compromissos realizados, entre a teoria e a prática. Por isso o exemplo é tão convincente e tão imprescindível em toda a acção verdadeiramente educativa, sobretudo nas instâncias educativas por excelência, na família e na escola.
Mas, tal como acontece com os outros modelos da praxis humana, também o paradigma da “educação pelo exemplo” parece ter entrado em crise: relativizou-se e é contestado o seu valor pedagógico. Mimético, repetitivo, inautêntico, tradicionalista, massificador…são alguns dos epítetos da crítica, invocando-se a pretensão da autonomia dos processos de experiência criativa “por conta, forma e risco” do educando. Por outro lado, aponta-se o dedo, quer aos educadores quer às próprias instituições, pela falta de coerência de uns e de outros: como poderão os jovens motivarem-se para a beleza de certos ideais, quando estes são tristemente denegados pelas opções de vida dos seus educadores, familiares e docentes? Como poderão os jovens acertar o passo com o seu futuro, quando a família e a escola, os pais e os professores se contraditam nos modelos e valores educacionais, falam linguagens diferentes e têm perspectivas contrapostas quanto ao sentido da vida?
Não basta, pois, apregoar em abstracto o valor do exemplo, mas é preciso reequacionar o seu significado, as condições sociais e psico-pedagógicas da sua praticabilidade, analisar métodos que possibilitem a constituição de autênticas comunidades educativas, assentes no diálogo e na partilha dos exemplos, e sobretudo, reflectir sobre os seus referenciais éticos e antropológicos.
As Jornadas de Pedagogia/2010 da FacFil propõem-se contribuir para o debate e o esclarecimento destas questões, com a certeza de que sem um trabalho de aturada fundamentação crítica é o próprio bem do filho/educando que fica em causa. E sobretudo, mostrar como é urgente contrariarmos a “lógica” do Frei Tomás e assumirmos o risco de, como educadores, sermos os primeiros a fazer para que os educandos também façam. Não foi esta pedagogia, na sua mais contundente exemplaridade, que Jesus Cristo praticou? Não amou Ele primeiro e depois mandou que nos amemos?

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